segunda-feira, 30 de junho de 2008

A high society aprova!


Te falar que eu curto demais esse lance de música eletrônica, mas o que eu ando reparando ultimamente não é uma coisa muito apreciável, pelo menos pra mim. Vou falar um pouco das raves.

As raves, pra quem não sabe, são eventos de extremo investimento onde a galera vai pra curtir música eletrônica (principalmente, mas vão pra curtir outras coisas também). E tipo, é BEM louco MESMO! As raves duram tempo muito maior que o estimado pra festas padrões, viram a noite, dias, e muita gente delira, parece não se cansar daquilo, dançam mesmo exaustos. É contagiante de tão psicodélico. O que eu venho obervando ultimamente é que esse espírito se esvaiu um pouco. Faz mais ou menos 1 ano e meio desde a última rave que eu fui, e parece que desde então muita coisa mudou. Pra começar, foi estipulado um tempo de duração por lei de 12 horas (se eu não me engano). Até aí tudo bem, muita gente chega depois do início e não fica até o final, mas nem é isso. O psytrance passou de uma nova cultura para uma nova moda, digamos assim. Todos dançam, todos participam, não vou na festa que não rolar trance, a próxima pvt é sábado que vem e custa 30 reais antecipado. Você não vai? Vai ser A FESTA cara!!

O bagulho já ficou tão intenso que existem até regras estipuladas. Se você não dançar de tal jeito nem fizer um rebolation irado e psicodélico, quer dizer que você é novo no ramo. Não entende do esquema, não entende o som, não tem a sensibilidade de sentir as vibrações, não entende o pirulito na boca de cada um, o significado de ''balinha'' e ''fritar'', enfim, não entende porra nenhuma porque é um bundão que tá começando agora. Isso é decepcionante cara. Quando fui na minha primeira rave, eu me senti num mundo extremamente diferente e alienígena. Cada pessoa interpretava o som de um jeito, cada pessoa curtia de um jeito, cada pessoa dançava diferente! As tendas, as cores, tudo era tão novo e estimulante. Ontem eu passei pela festa de um santo que eu desconheço que tem todo ano aqui onde eu moro. Essa festa é típica de rua, com barraquinhas, tendas de som, essas coisas. E é claro, não podia faltar o trance. Quando passei por lá, eu vi tudo ao contrário do que eu citei. Todos eram iguais. Todos vestiam igual. Todos dançavam igual. O trance virou um tédio.

O que eu achava mais interessante era que, sim, as raves sempre foram um ambiente pra alta sociedade, pra elite. Mas independente disso, era um lugar libertino. Muita gente se produzia, muita gente ia só de bermuda e chinelo, e todos se misturavam por lá. Uma válvula de escape, onde a pessoa vai pensando ''hoje eu quero me divertir'' e se diverte, esquece os limites do corpo e da auto-imagem. As pessoas curtiam pra valer. Isso era legal. Era legal quando ninguém se importava em posar pra fotos que vão pro orkut (tá certo que era legal ser abordado pelos fotógrafos de sites de plantão, e hoje em dia o número deles deve ter triplicado), era legal ver a galera dormindo no gramado pra poder descansar e curtir mais. O trance tinha um espaço mais ''underground'', e isso dentro da elite! Era um cenário mais seleto, porque nem todos gostavam. Eu conheço muita gente da alta sociedade que detestava a batida irritante da música eletrônica, e que preferia mil vezes o funk (outra onda cultural que foi elitezada) e que hoje, tão aí. Pirulitinhos na boca e textos no orkut sobre ''deixar o psy fluir na mente''. E também muita gente que veio de baixo que curtia o som eletrônico, mesmo as raves custando tão caro, mesmo o som não sendo tão acessível. Hoje fica mais fácil, porque em qualquer esquina, rola o trance.

É, galera. Perdeu a graça. A música eletrônica continua, pra mim, boa como sempre, mas o ambiente perdeu a graça. Se for pra ficar de baixo de uma tenda agindo como palhaço de circo num número sincronizado, eu prefiro comprar um pirulito na padaria mais próxima e chupar em casa, perto das minhas caixinhas de som.

domingo, 29 de junho de 2008

Greetings, Princess Toadstool


O quão poético isso pode ser?
Mario é um cara de sorte.

(escrevendo o resto do post agora porque antes tava com pressa)

Então, essa aí é a carta que o Mario recebe quando você acaba o primeiro mundo no Super Mario 3. Bons tempos de Nintendinho, nem tinha o SNES ainda! É claro que eu lembrava que ela fazia isso, junta da carta, a princesa te dá aquele item que é uma asinha com a letra P que te possibilita voar sem limite de tempo por uma fase inteira. Puta presentão. Hoje, a nostalgia se juntou ao tédio e me fez baixar Mario pra jogar. Quando eu acabei de passar pro segundo mundo no jogo, me deparei com a cartinha fofinha da princesa e fiquei pensando. Ela sempre dando trabalho, e o Mario, com a maior boa vontade, sempre salvando ela. Pode parecer meio cansativo e injusto, mas eu não acho. Eu acho o Mario um cara de sorte, como eu disse anteriormente.

Sobre a madrugada

Já acostumei com os sábados que parecem domingos. Hoje eu tinha programado de sair com os garotos, mas sei lá. Deu aquela desanimada e também tô precisando juntar grana, já que pretendo viajar mês que vem pra São Paulo. Outro assunto que não tem me motivado tanto quanto nas outras vezes.

Sabe, ultimamente anda meio difícil de imaginar o que vai vir pela frente, o que pode acontecer nessa viagem, nesse evento. A insegurança toma conta as vezes, embora eu saiba que isso é besteira. Quero ver meus amigos de novo (e se a Fernanda for, puta que pariu, é muito mais que o suficiente pra eu me empolgar pra essa viagem!). Quero beber, falar e rir até ficar de dia, jogar video-game até a cerveja acabar, não pagar a pizza que pedimos pra entregar no apê da Rainha. Tenho medo de perceber que tudo isso não é tão legal se não houver a mesma motivação que eu tinha antes. O mesmo motivo que me levava a estar lá.

A questão é: eu preciso mesmo disso? É isso que eu quero saber. E eu só vou ter essa resposta se viajar pra São Paulo mês que vem.

Que seja.

O Andarilho e o Poeta

O andarilho e o poeta sempre foram muito amigos. Na juventude, quando se conheceram, gostavam de jogar conversa fora e trocar parlendas sem sentido, em baixo da luz da lua, ou até mesmo na própria, onde podiam deslumbrar a magnífica visão do planeta Terra, pequeno como uma criança que sempre foi.

O poeta vivia da arte. Inspirava-se repentinamente e entrava em contato com seu amigo andarilho para que o acompanha-se em mais uma loucura coletiva. Alimentava a alma do amigo. Uma alma desnutrida, motivada por um propósito inalcançável, pois assim ditava a sua essência. Assim ditava a essência humana. Alcançar o inalcançável, atingir o nunca. Frustração. Aquilo que sempre buscava, aquilo que ele encontrava em abundância no amigo como diamantes de papel que, se garimpados, desmanchariam. Eram mais bonitos intocados.

O andarilho não tinha lar. Sua casa era o horizonte, o lugar onde ele jamais chegaria, mutável conforme a caminhada. Um lugar lúdico, justamente o que lhe tornava belo. O fantasioso. Assim como o poeta, a arte se fazia presente diariamente em seu cotidiano de cenas urbanas, em fumaça de cigarro, em meio copos de cachaça, em dióxido de carbono. Era engraçado como que, cada vez que caía bêbado, sentia uma sufocante vontade de beber o chocolate quente que seu amigo sabia preparar. Só ele fazia igual. Só ele lhe dava a sensação de estar em casa.

Mais um trovão e eles acordaram. O andarilho, do outro lado do mundo, só via neve por uma janela que não era dele. O poeta via a chuva, ouvia o barulho de pedregulhos torrenciais tocando o vidro de sua janela. Levantou-se e foi em direção à cozinha.

Naquela noite, só um deles tomou chocolate quente. O outro ficou só na sufocante vontade, e logo voltou a dormir. E sonhar.

sábado, 28 de junho de 2008

Festa, festa!

Sob essas falsas promessas, nada disso mais interessa já que todos vivem tão pra si. Não há preço que pague o desgosto, dessa máscara cospe o seu rosto, isso faz um mal só que ninguém vê. Estamos todos por um triz.

Saiba que não há como você fugir. E o por quê? Todos dizem saber.

NADA. Eles não sabem nada.

Só render, e deixar o pior pra você.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O gosto do álcool antecipado na boca

Eu não sei, eu sinto isso! É saliva bastarda que retarda a hidratação do meu organismo tão pútrido e imoral, eu considero, a máquina de pecados sem sentido que Deus me deu (antes de ser morto por Nietzsche). Eu só cumpro o papel que me foi dado com humildade.

O gosto do álcool antecipado que eu sinto na boca quando penso que em breve estarei entre amigos, anjos e demônios, como sempre, como todo santo dia mas um pouquinho mais diferente. Novas pessoas porém as mesmas ainda, todas portando uma infinidade de adagas, punhais, lanças e rifles. E eu sorrindo.

O gosto do álcool antecipado que eu sinto subindo o cérebro na manhã seguinte ao caos que desperta a justiça pós-noite de irreverências e brutal atentado à moral. Eu mereço isso. Nicotina, isqueiro, uma cuspida na comida. O relógio, agora um aliado, ainda é ineficaz como sempre foi. Por isso nunca mais falei com aquele filho da puta.

Minha cabeça explode e dói só de pensar em sentir o gosto do álcool antecipado na boca. Aspirina, alguém?

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dada a largada de posts

É isso aí. Está oficialmente inaugurado o espacinho de relatos, contos e experiências do capitão caverna. Não espero que ninguém leia nem que alguém comente. Na verdade, quanto menos isso acontecer, melhor. Mas podem ficar a vontade, beleza?

Como é legal lidar com público fantasma!


(Sem idéias e sem photoshop pra fazer um layout legalzão)