segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A última dose de 2008

E se eu começasse agradecendo à todos ou à Deus por tudo que me aconteceu?

Seria meio hipócrita, porque eu odiei muitos fatos decorrentes até aqui. Janeiro à dezembro é uma caminhada tão curta pra tantos momentos. Um percurso rotineiro. Sempre o fazemos. Sempre agradecemos à Deus no final, para depois, estarmos novamente feito tijolos na parede. É claro que eu tenho gente à quem agradecer e, como todo mundo, também tenho gente à quem amaldiçoar. E vou fazer os dois.

Aprendi coisas. É verdade o que dizem sobre o rancôr, e é mentira o que dizem sobre o amor. Que tudo na vida é mutável (tudo mesmo, principalmente as pessoas), e principalmente, aprendi a aceitar isso. Que o coração é uma armadilha sem o cérebro, e vice-versa. Que a gente deve beber com moderação, e se divertir de coração. Que a gente deve aproveitar cada momento e bla bla. Quem nunca aprende isso todo ano? Quem bota isso em prática?

Agradeço aos que estiveram comigo, que me ligaram, que se importaram, que me chamaram pra sair, que me disseram coisas sinceras, boas ou ruins, não importa. Mas agradeço principalmente, muito mesmo, aos que sempre foram honestos comigo, em todas as horas e de todos os jeitos. Sei que foram poucos (talvez nenhum) mas realmente, vejo cada vez mais que é isso que falta em todos nós. Honestidade. Firmeza. Coragem. Sinceridade. Franqueza não, pois é algo bem diferente e venenoso, tanto para si próprio quanto para as outras pessoas. Agradeço pelos momentos ótimos que poderiam durar toda uma eternidade, mas é claro que não é bem assim. Agradeço aos beijos maravilhosos de pessoas nem tão maravilhosas assim, abraços sinceros de pessoas que nunca foram de falar muito, risadas gostosas com a maioria e trocadilhos sem graça que hoje fogem de nossas memórias. Agradeço aos meus ídolos pelas boas músicas que fizeram parte de toda uma trilha sonora desse ano, dos anos anteriores e dos que virão. E aos shows, claro. Agradeço ao Rio de Janeiro, ao mar, ao alcool, em tudo que não ande em duas pernas e não pense.

E quanto ao restante? Bom, digo que vivam. Façam o que sabem fazer de melhor, entupam o ego de champagne e me desejem um feliz ano novo. E obrigado pelas lições aprendidas, mas o retorno ainda vai vir, um dia.

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

É...

Preciso pensar no que vou fazer daqui pra frente. Não sei mais de nada.
Com certeza vou fazer merda :)

domingo, 21 de dezembro de 2008

O que eu quero

Quero sentar na praia e comer um peixe frito, com limão e cerveja.
Quero ver o sol indo embora junto com a minha lucidez.
Quero não me preocupar com ninguém, se alguém está pensando em mim ou não.
Quero rir, quero voltar para casa com os pés descalços para depois sair com eles calçados.
Quero matar a fome com comida barata.
Quero dormir muito tarde, quero acordar muito cedo para poder ir pra praia.
Quero criar expectativas.
Quero um abraço apertado.
Quero um beijo singelo.
Quero um sorriso sincero.

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

Set list

Não tô tendo dias muito legais ultimamente, mas estou sobrevivendo.

Banda com cara nova, nome novo, integrantes novos. Primeiro ensaio foda demais. Já estamos com uma música feita e ela está DO CARALHO. Em breve, videozinho.

Voltei a tocar violão em casa faz umas semanas, e ontem rolou uma festinha que eu fui chamado pra tocar lá, mas me dei conta de que meu repertório é fraco demais.

Vou preparar um aqui, se alguém estiver lendo isso, gostaria que opinasse, ok? Lembrando que é um repertório unicamente voltado para rodinha de amigos:

Wonderwall - Oasis
Knock on heaven's door - Bob Dylan
Turn your lights down low - Bob Marley
No woman no cry - Bob Marley
Não quero dinheiro - Tim Maia
Pede à ela - Tim Maia
Fácil - Jota Quest
Independência - Capital Inicial
Natasha - Capital Inicial
Que país é esse - Paralamas

Times like these - Foo Fighters
Evenflow - Pearl Jam
Save tonight - Eagle eye cherry

À sua maneira - Capital Inicial

Depois acrescento mais, agora vou dormir.

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

De mentira


Sou apaixonado pela vida, por aquela menina
Lê revistas mas não sabe de nada, compra uma calça naquela calçada
Reclama mas não faz nada
É tudo de mentira, é tudo artificial, genial por sinal
Sobe no ônibus, paga a passagem
Olha pra paisagem de mais uma viagem, leva um tiro na testa
Morre mais um na entrada da festa
Desce a faca, paga a cachaça, passa blush na cara
Chora a menina, estuprada, estudada
Ignorada pela mãe que dá pro padrasto que come a menina
Sobe mais um pra pegar cocaína
Mas ninguém liga
É tudo de mentira, é tudo artificial, genial por sinal

O mundo gira mas fica parado
O mundo está estagnado
O mundo compra, o mundo gira e gira
Mas tudo parece ser de mentira

Delinquência sem coerência
O que o coração não vê aparece na TV
Mas tá manchado, tudo mudado e censurado
Pro concurso que dá audiência
E o povo alagado na enchente, gente carente comendo enxofre
Nadam nas mãos do político podre
Que arromba o cofre que guarda esperança
E no morro mais de vinte crianças brincam de polícia e ladrão
Sobe o preço do pão, tá faltando feijão e arroz e ovo e tudo
Tudo bem então? Como pode irmão?
Como gente é vendida em leilão?
É tudo de mentira, é tudo artificial, genial por sinal

O mundo gira mas fica parado
O mundo está estagnado
O mundo compra, o mundo gira e gira
Mas tudo parece ser de mentira

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Pessoas Modernas

Festas que parecem desfiles. Flashes e hipocrisia.
Relacionamentos que acabam por puro egoísmo.
Gente engraçada. Gente que acha que pode tudo.
Gente que acha que pode tudo com os outros.

Essas pessoas são curiosas. Elas acham que você é um brinquedo.
Elas acham que o mundo é uma grande vitrine.
Elas acham que tá tudo uma maravilha.

Elas acham que a MTV não é uma perda de tempo.

domingo, 12 de outubro de 2008

Diário do Hardcore - Parte 2

Salve o rock! No sentido mais literal possível.

O que dizer de ontem? Um sábado que tinha tudo pra ser muito legal foi escasso e cansativo, ao menos pra mim. Com combinado pro nosso segundo ensaio, marcamos as 11:30 da manhã em frente daqui de casa, e o nosso guitarrista solo liga avisando que não vai comparecer. Motivo? Foi ao cinema com a nova namorada. É claro que não é nenhum crime, mas se ele tivesse avisado antes, eu me reservaria ao luxo de continuar dormindo. Fomos ensaiar mesmo assim, e foi bom, pois já decidimos algumas coisas. Ontem no ensaio eu fiquei só no vocal, e percebi que meu desempenho em uma só função é muito melhor, então assim será. Também já decidimos um nome. Curto, em português e com impacto: IMPLOSÃO. E em breve teremos até um logo!


Nesse pseudo-ensaio não rolaram fotos, mas a noite fomos pro Rock Side em Mauá e aí rolaram muitas fotos. Seguem aqui algumas:











Uma com a galera do Combate Frontal!










Galera no evento.










Combate Frontal (Rhé na bateria)










Combate Frontal










Combate Frontal (Everton)










Fractal (Elton)










Fractal (Diego)


O evento não foi lá grande coisa. O espaço era legal, mas as bandas eram parecidas, com excessão do Fractal que foi o diferencial tocando hardcore melódico (e dois covers do Dead Fish!). Combate Frontal abriu com chave de ouro com um bom grindcore e vocal rasgado, deixando o restante de screamo do evento no chão. Em relação as bandas, foi tudo muito legal, afinal não se pode agradar a todos, porém acho que devia ser mais variado em relação aos estilos explorados.

Por fim, o que mais me incomodou mesmo (fora o fato da cerveja custando 3,50) foi ver que a cena está virando mais um salão de beleza do que qualquer outra coisa.

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Diário do Hardcore - Parte 1

Terça-feira, noite tranquila e chuvosa. Com fones de ouvido conectados a minha problemática caixa de som deitada na mesa, eu escuto os sons que estou recuperando pouco a pouco, graças ao meu falescido HD (neste instante, baixando o album Trilogia Suja de Copacabana e ouvindo o Trajes e Comportamentos de acordo com os eventos e as ocasiões , ambos albuns do Noção de Nada). Ando inspirado e empolgado com a banda formada há cerca de uma semana. No sábado, de manhã, rolou o primeiro ensaio, e foi muito foda, apesar de termos produzidos pouco.

Segue algumas fotos:




























Os nossos ensaios serão aos sábados de manhã mas tudo indica que passem a ser de noite, lá pelas 19:00, e estamos bem empolgados. A banda segue desde influências fortes do hardcore melódico como Dead Fish, Noção de Nada, Street Bulldogs, Reffer até bandas internationais como Rise Against, Bloc Party, Strokes e Bad Religion. Os integrantes são: Eu (Breno) - Guitarra base e vocal, Digão - Baixo, Fidélis - Guitarra solo, Allan - Bateria (apesar de que esta formação está sujeita a algumas alterações nas funções...)

Ok, mas e o nome? Todos gostaram e concordaram com ''Última Dose'', mas o nome também tá sujeito a alteração. É tudo muito novo pra ser definitivo ainda, mas já posso afirmar que tem sido divertido e empolgante. Vamos tocar pra frente e evoluir juntos, fazendo e tocando o que gostamos: hardcore.

sábado, 6 de setembro de 2008

E você reclamando da guerra do tráfico, heim?

Calma, não precisa se assustar com a imagem abaixo, de puro teor humorístico (ou pura utopia, para muitos). É fato que o nosso país anda meio desconcertado, mas não ao ponto de haver chacinas descontroladas e sistemáticas por aí. Eu acho...

Chega de sarcasmo! A imagem é pra falar sobre meu novo projeto fictício, que eu pretendo publicar em breve aqui neste mesmo blog. A fic ainda não tem um título, mas a história se passará num Brasil pós-apocalíptico, no ano de 2018. Jogado num caos econômico e político, um terreno propício à ''salvadores da pátria'', um partido Nazista centralizado consegue o poder nas urnas, levando o país no rumo da hegemonia e do terror.


Os velhos traficantes farão falta...

O personagem principal da história é um universitário conhecido por B.J. Estudante de psicologia, B.J vive uma vida vazia, sem qualquer lembrança útil de seu passado. É distraído, descordenado e azarado com as mulheres, além de beber e fumar compulsivamente (Qualquer semelhança pode não ser mera coincidência). Possui certo fascínio por jogos de azar e queria muito ser comediante, um talento frustrado. Incomodado por constantes flashes que aparecem em sua cabeça, B.J começa uma busca por suas memórias, e descobre que estas estão em posse do recente governo diabólico.

Sim, a trama vai ser algo bem louco, inusitado e por que não, estúpido. Uma mistura de Duke Nukem com Medal of Honor, com pitadas de South Park. Uma história com direito à armas de fogo, explosões, cerveja, governantes diabólicos, mulheres e piadas infames. Posso garantir que, no mínimo, vai ser uma merda.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Humor Pesado!



Recentemente, no famoso site de relacionamentos ''Orkut'', uma ''amiga'' minha foi vítima de uma brincadeira de muito mau gosto. Abriram um tópico numa comunidade muito numerosa, cujo ela frequenta, exibindo uma montagem onde duas fotos suas eram comparadas, uma com extremo teor de photoshop, e a outra, puramente natural. E ainda tem mais. Junto da montagem, um texto horrendo com dizeres e citações extremamente pessoais e ofensivas, algo de extremo sarcasmo e violência moral. Mas engraçado.

O foda é que além de não ter acompanhado de perto tal fato, ainda fui acusado de proporcionar tal divertimento infame, sendo que eu nem cheguei a ver o tópico, os posts que provavelmente estavam hilários e os chiliques da minha ''amiga''. E ainda levei a culpa. Tudo bem que, quando eu fiquei sabendo da história, eu ri tanto que quase peidei junto (o que seria uma bela cagada), uma atitude não muito condinzente à uma boa amizade. Mas e daí? Foi merecido. E engraçado.

Seria a mesma coisa que ver um toureiro tomar uma chifrada de um touro na bunda e não morrer de rir.

É claro que, como um bom amante do humor negro, eu costumo ver graça na desgraça. Dos outros, claro. Não sei porquê, mas algo me diz que se fosse eu na pele dela, eu não teria achado tão engraçado. Além do mais, se fosse o caso d'eu estar na pele dela, eu estaria morrendo de calor, uma vez que sou magrinho.

Eu não censuro a atitude da minha ''amiga'', pois se fosse comigo, eu também ficaria puto, espernearia, mandaria todo mundo pra puta que pariu e depois faria um baita post com indiretas e citações que me convenceriam de que sou feliz e bem acompanhado, não importa se uso photoshop ou não. Em seguida tomaria um baita sorvete com muito chocolate e amendoin (por causa do calor que eu estaria sentindo) e por fim, culparia o primeiro filho da puta que se diz meu amigo por achar graça na minha mania feia de usar photoshop e não assumir. Na verdade, todos os meus amigos achariam graça, me zuariam e ainda espalhariam pros outros. Eu ficaria puto, mas aceitaria numa boa, e se fosse um deles, ainda faria o mesmo. Não se pode ganhar todas, né?

E assim como eu, ela também é uma boa amante do bom e velho humor negro, uma vez que ela sente prazer nesse tipo de coisa. Quando os alvos são outras gordas, e não ela.

Por fim, deixo a você, leitor, um conselho. Se quer fazer show mas tem medo de levar tomatada, nem suba no palco. Ou então passe um photoshop antes de subir.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Irmãos




Eu lembro deles. Lembro de todos eles em momentos mais que selecionados. Partes de mim, minha alma dividida em copos, um gole pra cada um. Por eles eu beberia todo o absinto do mundo, cuspiria o fogo dessa união comediante só para foder com a camada de ozônio de uma só vez, BLAM!!!

Ao contrário do que se afirma, admito que somos vulneráveis. Mas isso não quer dizer que somos fracos. Apenas somos reais. De verdade e nada mais.

Carne e osso.
Cerveja também!

Ainda vomitando, eu lembro deles.

quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Caos



Nas mãos de Sammy, uma caixinha. Ele amava sua namorada profundamente e durante dois anos e meio, sempre que estava com ela, seu coração palpitava como da primeira vez. Enfim ele a pediria em casamento. O romantismo era parte integral de sua alma, portanto o pedido seria realmente especial. Se acontecesse. Este provavelmente seria o dia mais feliz de suas vidas, se um andaime não tivesse desabado do décimo primeiro andar de um edifício, caindo na calçada e ceifando a vida do rapaz.


... Por quê?


Este é o dilema que, provavelmente, carregarei comigo até o fim dos meus dias. Pessoas vivem imaginando quais seriam os motivos para tudo e procurando explicações plausíveis para o inexplicável. A resposta pode ser nefasta demais. As pessoas procuram nas crenças a expectativa de uma vida não tão vazia. Uma vida onde alguém onipotente olha por nós, e se algo ruim acontece, foi ato de sua sábia vontade. Esse conceito nos coloca numa situação de conforto e segurança, pois sabemos que nossas vidas estão nas mãos de uma sábia figura paterna que nos ama e possui um plano divino para todos nós.
Pessoas morrem pelas mais variadas e estúpidas razões, apenas por estarem no local errado e na hora errada. Uma variação grotesca de azar que arranca sonhos sem previsão. Qual a força do acaso? Até onde Deus interfere? E se Deus estiver no próprio caos?

???

Somos caniços, os mais fracos da natureza. Qualquer sopro mais forte pode nos arrancar a vida, levar nossos sonhos embora, plantar melancolia nos corações de gente querida. Uma morte pode gerar milhões de reações em cadeia, assim como a abelha que colhe o pólem para fazer o mel colabora com a evolução das espécies, ou o passarinho que espalha sementes, que darão em árvores, cujos frutos alimentarão outros animais e insetos e mais uma maravilha de eventos em cadeia gerados por uma pequena e aparentemente insignificante atitude. A teoria do caos propõe que ''um simples bater de asas de uma borboleta pode gerar tufões no outro canto do planeta'', e podemos obter exemplos reais impressionantes se analisarmos a vida como uma bandeja de biscoitos caseiros. Porque as pessoas acreditam que o absurdo e o aleatório possuem uma razão? Pela expectativa de algo após a morte?





É difícil aceitar que a vida é apenas isso? Nós por nós?

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Que revitalizada!!

Puta que pariu! QUE SÁBADO!!
Voltei no tempo cara! Puta merda, foi foda demais!

De volta ao lixo de antigamente, na ruazinha em frente ao terminal de trem onde eu já dei muito rolé de skate, com a galera doida e fedida que eu costumava andar, ouvindo rock and roll da PIOR qualidade!! E MUITO MUITO DOIDO DE BIRITA!!
E ainda mais aquela conversa de bêbado com Chris foi realmente foda. Fazia tempo que não trocava uma idéia tão boa, e ouvi coisas boas que realmente aumentaram demais minha auto-estima! Valeu, brother! Tu sabe o quanto você é especial pra mim.

''Nunca esperei isso de você, cara. Você é foda. Pra você, nunca faltou um pão, e isso nunca te diminuiu. Você é foda porque você procura a MERDA, cara. Você vai comer no cachorro quente que tem MOSCA, enquanto os outros que já foram iguais a nós hoje só comem frango frito em restaurante.''

A gente é o que é. Sinto pena das pessoas de cabeça fraca que me cercam.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Cotidiano

Minhas aulas recomeçaram essa semana e nesse período eu pretendo faltar menos. Como todo final de ano é meio tenso pra mim, dessa vez eu decidi adiantar as coisas para não me sobrecarregar no final do ano. Seria frustrante demais deixar que a burocracia atrapalhasse meus planos. Dessa vez, tô ansioso.

Agora, sem muito PESO em cima de mim, pretendo levar as coisas mais a sério e as pessoas menos a sério. Vou precisar fazer fisioterapia uma vez na semana por causa da coluna, estágio em escola pública, estudar sueco e tirar notas boas. Ano que vem, caio fora. Pretendo me auto-conhecer nessa experiência fora do país, e espero amadurecer muito. Aos amigos que ficam, só peço que tentem encarar o mundo como algo inconstante, sempre sujeito à mudanças. Basta prestar atenção para perceber: nenhum dia é igual ao outro.

Preciso de sorte, determinação, força de vontade e uma mudança que me modifique em corpo e alma. Mudanças fazem bem.

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Vestir
Comer
Andar
Sorrir
Quem foi?
Quem é?
O que seguir?
Vestido

Bermuda
O que vestir?
Aluguel em dia, não há o que discutir

Se pelo menos você puder ver
que agora eu sei que não é fácil ser você neste lugar
Repreendida por tentar viver
sem preconceitos nem esteriótipos

Vestir
Comer
Trepar
Dormir
Quem foi?
Quem é?
O que seguir?

Bermuda
Vestido
O que preferir?
Aluguel em dia, não há o que discutir

terça-feira, 22 de julho de 2008

Finalmente

Sério, nunca estive tão feliz por estar em casa. Eu acho que foi muita sorte ter voltado vivo, porque as tomadas no cu foram muitas. Que não seria nada do que eu imaginava, eu já sabia, mas foi e pra pior.

Bom, quarta-feira eu saí de casa no intuito de ir pro Circo Voador. Já fui com tudo pronto, pois no dia seguinte, iríamos pra São Paulo. O show abriu com Matanza, quando eu perdi meu celular. Meu celular nunca fez tanta falta quanto nessa viagem. Depois, quando o Dead Fish tava tocando, no meu último mosh eu caí com tudo no chão. Não lembro direito como foi, eu sei que eu tava lá, com a visão turva e uma dor nocauteante. Com muito esforço, consegui sair do tumulto, e sentei na praça do Circo. Graças ao Caio, que me levou até o hospital Rocha Maia e logo em seguida pro hospital Miguel Couto, eu consegui uma radiografia e um diagnóstico. Voltei pra Lapa às 9:30 da manhã, onde eu e o Puto encontraríamos o Phil pra irmos pra SP.

Eu poderia ter ficado, pois eu mal conseguia andar. Mas quem me conhece, sabe que eu viajaria assim mesmo, e assim o fiz. Em SP rolaram vários estresses. Algumas briguinhas, alguns desentendimentos, mal-entendidos, e muitas frustrações. Mas valeu .Valeu por ter conhecido muita gente que eu precisava conhecer. Valeu por ter reencontrado muita gente que eu precisava rever. Valeu por ter visto que eu não preciso de muita gente que me cerca, que eu acreditei serem cruciais. Valeu por isso tudo, de verdade. As últimas barreiras caíram, e eu aceito me sentir um lixo se isso me fizer livre. Eu aceito, e agora posso garantir que estou muito bem. E afirmar que não preciso de nada do que eu achei precisar.

À todos os amigos que riram comigo por lá. Espero numa próxima, me divertir mais com vocês. Espero que haja uma próxima.

















Away

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Essa porra deu merda!

É isso aí, meu pc não inicia. Acho que vou ter que formatar de novo. Logo agora que eu tava lonjão no Prince of Persia, aquele difição de SNES. Paciência né.

Em breve vem um novo blog aí, pra quem curte fantasia e Tormenta. Nele eu vou publicar alguns contos sobre o cenário e vai se chamar ''Crônicas de Arton''.

Semana que vem é o dia de ir pra SP. Mas antes, tem o show de aniversário da Deckdisck no Circo Voador pra me preparar pra essa viagem. Que eu não tô com muita vontade de ir pra lá não é novidade, mas devo dizer que estou mais seguro. Até lá, resta esperar, tomar umas cerva no show de quarta-feira e depois ir de encontro ao caos. Só tenho uma coisa a dizer sobre isso tudo.

Essa porra vai dar merda ;P

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Flagelo


Tá cedo. Acordei, trabalhei, falei, descansei, saí de casa. Peguei o ônibus, sonhei, peguei o metrô, saí do metrô, caminhei. Tomei um drink. Pulei os arcos da Lapa, olhei pra trás e ri. O boêmio me saudou, tomei um chopp com ele, preto como só era e muito doce. Desci a rua. Fui assaltado. Esbarrei num pivete, paguei um lanche pra ele. Fumei um cigarro, dois, trinta. Tomei um porre. Empurrei um travesti. Comi algo gorduroso, vi o sol saltar os arcos como eu fiz. Ficou de dia. Dormi. Acordei sem nada. Minha cabeça explodiu. Cocei meu corpo cheio de mato. Mijei na parede pintada de praia. Várias vezes. Vi o sol ir embora. Saí do metrô de novo. Tomei outro porre, puxei o braço da menina carioca. Beijei, apertei, passei a língua no piercing do canto da boca. Acordei sem nada de novo. Sujei a roupa mas lavei a alma.

sábado, 5 de julho de 2008

Thubiruba, O filho, o caseiro e o pote de mel





A lã teceu, reproduziu, levantou, empinou, e passou-me a rasteira!
Precisas de alguém para te acompanhar no teus sonhos! Me disse a tal abelhuda.

Mas do teu mel eu devorei, me lambusei. Me peguei todo melado nos sonhos de meus filhos, um de apenas cinco anos, eram deliciosos. Utilizei calda de caramelo para evitar a indigestão, tive insônia, disse-lhe que não poderia ser astronauta.

A insônia, incompreensiva que só eu pra lhe dizer, me respondeu!
Nem astronauta, nem poeta, e nem um augusto andarilho! Como assim?

Exatamente assim meu filho. Não seja escravo de suas idéias. Trabalhe, seja alguém na vida. Não me vês em sua idade. Casa, título, na carteira o dinheiro que se esvaía a cada refeição do leão, pensas na tua felicidade improvável e troque-a pelo correto, certo, favorável situação. O velho andarilho amigo do poeta és um fracasso.

Analisei seu corpo sem graça de topmodel, e triturei-a com meu ralador de queijo.
Refleti, por meses, anos, séculos, galáxias, ursos polares.
O Louco deixa-se devorar pela idéia. O Sábio controla-a! - gritou minha mente inconseqüente, ou nem tanto.

Tomei café com coca-cola a fim de acordar, desmaiei. Andava nas nuvens, sem a poluição corriqueira, cotidiana. Perdi um braço. Procurei na colméia das abelhas mais espertas que eu e só encontrei cocaína. Fui controlado.

Abocanhei um punhado e meio de algodão doce em que eu pisava. O zangão, banhado da farinha esbranquiçada, ligadão, se dirigiu à mim, zonzo.
"Fora Verme!"

E as idéias eram expulsas à mando dele. Todas desenfreadas ganhando espaço pra fora dos ouvidos, desciam como minhocas de barro e pano que eram, antíteses? Só o correto ganhava o espaço antes alienado por sonhos de uma vida singela e astuta, mais erótica que a de meu pai. Minha mente gritava tunada e irada!!

Cheio de líquido renal banhando a vista, transmutava-me em um Búfalo Ideal. Senti marteladas no estômago, no âmago, amei os sonhos se esvaindo. Não deveria deixar que conseguissem extrair o pólem da irrealidade. Avancei contra a sociedade legítima e trabalhadora, contra o sinal vermelho, só sentia o peso de um estômago com boas inverdades e criatividade ilimitada.

Olhei no espelho e vi sujeira no paletó. Mais um cidadão padrão, adequei-me silencioso na classe média, antítese de novo. E outro e outro, ovo no café da manhã e suco de laranja de meus amigos de antes, afogadas, as lembranças dormiam como tubarões de barriga cheia. Nunca estivemos em Kamelot. Sonhei com aquelas abelhas que zombavam de mim numa festa de quinze anos onde eu era o príncipe, nunca mais.

Limpei a gola, lento e gordo, com vontades de absorver mclanches. Nunca! Atirei as flechas de tesão no meu espelho que reverteu minha ilusão numa paranormalidade. Fui até meu vizinho, abracei-o. Mandei rosas à dona margarida. Agradeci o doutor capitalista por ter me operado. Saquei minha multi-metralhadora, e usei-a como suporte para meu sorvete de ameixas silvestres, horrível.

Cansado e saciado, dormi. Lembrei de meu pai me falando asneiras na cozinha, refleti, meu espelho se quebrou. Sorri amarelo, expulsei mosquitos de casa, meu sangue não seria mais sugado. Raspei a cabeça, pichei os muros da faculdade.

Vinte e um de julho era o dia seguinte, me dei conta. Na cozinha, de frente pro meu fardo em forma de corpo humano, meu pequeno filho chorava por saber que não seria astronauta... Antítese?
Procurei, como nunca desculpas insaciáveis, meias verdades que iam me lançando bigornas na coluna, bigornas, toneladas. A criança, a espera, a ampulheta rolando. Virara um urso, o pequeno. Destruiu todo o casebre, me lançou num penhasco sem fim, e nele só minhas malévolas atitudes porcas. Dessa vez não era figura de linguagem...



Por Anais da Loucura e Vitrines Orgânicas

Saturado

Saturei! Quer ir? Vai! Quer ficar? Fica, mas aguenta! Quer entender? Não conte comigo pra isso!
Saturei, namoral, na real. Eu não tenho medo de você nem do seu relógio. Eu tenho mais medo de mim do que de todos vocês juntos, hipócritas, vira-casacas, vão se destruir e me deixem fora disso! Me tirem desse circo, me expulsem dessa festa!! ME MATEM, ME MATEM LOGO!!
Se for aos poucos deixa que eu mesmo faço, não preciso de você pra isso. Não preciso de seus tapas na minha cara pra que eu entenda meus limites, sabe por quê? Eu os fiz, eles são meus, eles são imaginários enquanto os seus são visíveis. Brinque com os seus, me deixe com os meus. Saia de perto de mim. Não me rodeie, não me ame, me odeie, me odeie muito. Eu falo sério, minha amiga. Eu vou cair pra chorar e vou rir quando você me odiar. Eu vou me divertir, vou te partir no meu despacho de encruzilhada. Vou te foder. Vou sonhar com você.

Eu já disse que não tenho medo. Não tenho medo de apanhar por você, nem por ninguém. Não vá dizer que espera que eu pule na sua frente quando o trem vier, né? Seria idiotisse demais. Eu não tenho culpa. Eu não sinto a culpa, logo não a tenho. É simples. É muito mais simples do que você imagina, jamais imaginou e seu intelecto não permite imaginar.

Já deu minha hora.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Herói

Não se sabe ainda quem vai ser o nosso herói, que um dia voltará.
Seja ele quem for, onde ele estiver... ele não vai te salvar.
Não deixe o tempo te vencer. Você nem começou, eu sei.
O herói da história é você, se não depois quem vai fazer?
O que você acha de ver o dia acontecer sem saber se vai dormir?
Sonha com mudanças, com uma vida mais feliz... sem fazer esforço algum.

Tira a venda dos olhos ou se iluda na ficção, se o mundo esqueci em suas mãos.
Porque você sabe que aquele seu herói nunca mais vai existir.

Ei, não deixe o tempo te vencer. Você nem começou.
Eu sei que o herói da história é você, se não depois quem vai fazer?

Porque agora você sabe que o mundo te esqueceu. E não adianta mais fazer aquilo que não fez.
Não fique parado apenas vendo o dia amanhecer. E o herói que existe em você?
Quem vai fazer?


R.Sigma

segunda-feira, 30 de junho de 2008

A high society aprova!


Te falar que eu curto demais esse lance de música eletrônica, mas o que eu ando reparando ultimamente não é uma coisa muito apreciável, pelo menos pra mim. Vou falar um pouco das raves.

As raves, pra quem não sabe, são eventos de extremo investimento onde a galera vai pra curtir música eletrônica (principalmente, mas vão pra curtir outras coisas também). E tipo, é BEM louco MESMO! As raves duram tempo muito maior que o estimado pra festas padrões, viram a noite, dias, e muita gente delira, parece não se cansar daquilo, dançam mesmo exaustos. É contagiante de tão psicodélico. O que eu venho obervando ultimamente é que esse espírito se esvaiu um pouco. Faz mais ou menos 1 ano e meio desde a última rave que eu fui, e parece que desde então muita coisa mudou. Pra começar, foi estipulado um tempo de duração por lei de 12 horas (se eu não me engano). Até aí tudo bem, muita gente chega depois do início e não fica até o final, mas nem é isso. O psytrance passou de uma nova cultura para uma nova moda, digamos assim. Todos dançam, todos participam, não vou na festa que não rolar trance, a próxima pvt é sábado que vem e custa 30 reais antecipado. Você não vai? Vai ser A FESTA cara!!

O bagulho já ficou tão intenso que existem até regras estipuladas. Se você não dançar de tal jeito nem fizer um rebolation irado e psicodélico, quer dizer que você é novo no ramo. Não entende do esquema, não entende o som, não tem a sensibilidade de sentir as vibrações, não entende o pirulito na boca de cada um, o significado de ''balinha'' e ''fritar'', enfim, não entende porra nenhuma porque é um bundão que tá começando agora. Isso é decepcionante cara. Quando fui na minha primeira rave, eu me senti num mundo extremamente diferente e alienígena. Cada pessoa interpretava o som de um jeito, cada pessoa curtia de um jeito, cada pessoa dançava diferente! As tendas, as cores, tudo era tão novo e estimulante. Ontem eu passei pela festa de um santo que eu desconheço que tem todo ano aqui onde eu moro. Essa festa é típica de rua, com barraquinhas, tendas de som, essas coisas. E é claro, não podia faltar o trance. Quando passei por lá, eu vi tudo ao contrário do que eu citei. Todos eram iguais. Todos vestiam igual. Todos dançavam igual. O trance virou um tédio.

O que eu achava mais interessante era que, sim, as raves sempre foram um ambiente pra alta sociedade, pra elite. Mas independente disso, era um lugar libertino. Muita gente se produzia, muita gente ia só de bermuda e chinelo, e todos se misturavam por lá. Uma válvula de escape, onde a pessoa vai pensando ''hoje eu quero me divertir'' e se diverte, esquece os limites do corpo e da auto-imagem. As pessoas curtiam pra valer. Isso era legal. Era legal quando ninguém se importava em posar pra fotos que vão pro orkut (tá certo que era legal ser abordado pelos fotógrafos de sites de plantão, e hoje em dia o número deles deve ter triplicado), era legal ver a galera dormindo no gramado pra poder descansar e curtir mais. O trance tinha um espaço mais ''underground'', e isso dentro da elite! Era um cenário mais seleto, porque nem todos gostavam. Eu conheço muita gente da alta sociedade que detestava a batida irritante da música eletrônica, e que preferia mil vezes o funk (outra onda cultural que foi elitezada) e que hoje, tão aí. Pirulitinhos na boca e textos no orkut sobre ''deixar o psy fluir na mente''. E também muita gente que veio de baixo que curtia o som eletrônico, mesmo as raves custando tão caro, mesmo o som não sendo tão acessível. Hoje fica mais fácil, porque em qualquer esquina, rola o trance.

É, galera. Perdeu a graça. A música eletrônica continua, pra mim, boa como sempre, mas o ambiente perdeu a graça. Se for pra ficar de baixo de uma tenda agindo como palhaço de circo num número sincronizado, eu prefiro comprar um pirulito na padaria mais próxima e chupar em casa, perto das minhas caixinhas de som.

domingo, 29 de junho de 2008

Greetings, Princess Toadstool


O quão poético isso pode ser?
Mario é um cara de sorte.

(escrevendo o resto do post agora porque antes tava com pressa)

Então, essa aí é a carta que o Mario recebe quando você acaba o primeiro mundo no Super Mario 3. Bons tempos de Nintendinho, nem tinha o SNES ainda! É claro que eu lembrava que ela fazia isso, junta da carta, a princesa te dá aquele item que é uma asinha com a letra P que te possibilita voar sem limite de tempo por uma fase inteira. Puta presentão. Hoje, a nostalgia se juntou ao tédio e me fez baixar Mario pra jogar. Quando eu acabei de passar pro segundo mundo no jogo, me deparei com a cartinha fofinha da princesa e fiquei pensando. Ela sempre dando trabalho, e o Mario, com a maior boa vontade, sempre salvando ela. Pode parecer meio cansativo e injusto, mas eu não acho. Eu acho o Mario um cara de sorte, como eu disse anteriormente.

Sobre a madrugada

Já acostumei com os sábados que parecem domingos. Hoje eu tinha programado de sair com os garotos, mas sei lá. Deu aquela desanimada e também tô precisando juntar grana, já que pretendo viajar mês que vem pra São Paulo. Outro assunto que não tem me motivado tanto quanto nas outras vezes.

Sabe, ultimamente anda meio difícil de imaginar o que vai vir pela frente, o que pode acontecer nessa viagem, nesse evento. A insegurança toma conta as vezes, embora eu saiba que isso é besteira. Quero ver meus amigos de novo (e se a Fernanda for, puta que pariu, é muito mais que o suficiente pra eu me empolgar pra essa viagem!). Quero beber, falar e rir até ficar de dia, jogar video-game até a cerveja acabar, não pagar a pizza que pedimos pra entregar no apê da Rainha. Tenho medo de perceber que tudo isso não é tão legal se não houver a mesma motivação que eu tinha antes. O mesmo motivo que me levava a estar lá.

A questão é: eu preciso mesmo disso? É isso que eu quero saber. E eu só vou ter essa resposta se viajar pra São Paulo mês que vem.

Que seja.

O Andarilho e o Poeta

O andarilho e o poeta sempre foram muito amigos. Na juventude, quando se conheceram, gostavam de jogar conversa fora e trocar parlendas sem sentido, em baixo da luz da lua, ou até mesmo na própria, onde podiam deslumbrar a magnífica visão do planeta Terra, pequeno como uma criança que sempre foi.

O poeta vivia da arte. Inspirava-se repentinamente e entrava em contato com seu amigo andarilho para que o acompanha-se em mais uma loucura coletiva. Alimentava a alma do amigo. Uma alma desnutrida, motivada por um propósito inalcançável, pois assim ditava a sua essência. Assim ditava a essência humana. Alcançar o inalcançável, atingir o nunca. Frustração. Aquilo que sempre buscava, aquilo que ele encontrava em abundância no amigo como diamantes de papel que, se garimpados, desmanchariam. Eram mais bonitos intocados.

O andarilho não tinha lar. Sua casa era o horizonte, o lugar onde ele jamais chegaria, mutável conforme a caminhada. Um lugar lúdico, justamente o que lhe tornava belo. O fantasioso. Assim como o poeta, a arte se fazia presente diariamente em seu cotidiano de cenas urbanas, em fumaça de cigarro, em meio copos de cachaça, em dióxido de carbono. Era engraçado como que, cada vez que caía bêbado, sentia uma sufocante vontade de beber o chocolate quente que seu amigo sabia preparar. Só ele fazia igual. Só ele lhe dava a sensação de estar em casa.

Mais um trovão e eles acordaram. O andarilho, do outro lado do mundo, só via neve por uma janela que não era dele. O poeta via a chuva, ouvia o barulho de pedregulhos torrenciais tocando o vidro de sua janela. Levantou-se e foi em direção à cozinha.

Naquela noite, só um deles tomou chocolate quente. O outro ficou só na sufocante vontade, e logo voltou a dormir. E sonhar.

sábado, 28 de junho de 2008

Festa, festa!

Sob essas falsas promessas, nada disso mais interessa já que todos vivem tão pra si. Não há preço que pague o desgosto, dessa máscara cospe o seu rosto, isso faz um mal só que ninguém vê. Estamos todos por um triz.

Saiba que não há como você fugir. E o por quê? Todos dizem saber.

NADA. Eles não sabem nada.

Só render, e deixar o pior pra você.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O gosto do álcool antecipado na boca

Eu não sei, eu sinto isso! É saliva bastarda que retarda a hidratação do meu organismo tão pútrido e imoral, eu considero, a máquina de pecados sem sentido que Deus me deu (antes de ser morto por Nietzsche). Eu só cumpro o papel que me foi dado com humildade.

O gosto do álcool antecipado que eu sinto na boca quando penso que em breve estarei entre amigos, anjos e demônios, como sempre, como todo santo dia mas um pouquinho mais diferente. Novas pessoas porém as mesmas ainda, todas portando uma infinidade de adagas, punhais, lanças e rifles. E eu sorrindo.

O gosto do álcool antecipado que eu sinto subindo o cérebro na manhã seguinte ao caos que desperta a justiça pós-noite de irreverências e brutal atentado à moral. Eu mereço isso. Nicotina, isqueiro, uma cuspida na comida. O relógio, agora um aliado, ainda é ineficaz como sempre foi. Por isso nunca mais falei com aquele filho da puta.

Minha cabeça explode e dói só de pensar em sentir o gosto do álcool antecipado na boca. Aspirina, alguém?

quinta-feira, 26 de junho de 2008

Dada a largada de posts

É isso aí. Está oficialmente inaugurado o espacinho de relatos, contos e experiências do capitão caverna. Não espero que ninguém leia nem que alguém comente. Na verdade, quanto menos isso acontecer, melhor. Mas podem ficar a vontade, beleza?

Como é legal lidar com público fantasma!


(Sem idéias e sem photoshop pra fazer um layout legalzão)