segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A última dose de 2008

E se eu começasse agradecendo à todos ou à Deus por tudo que me aconteceu?

Seria meio hipócrita, porque eu odiei muitos fatos decorrentes até aqui. Janeiro à dezembro é uma caminhada tão curta pra tantos momentos. Um percurso rotineiro. Sempre o fazemos. Sempre agradecemos à Deus no final, para depois, estarmos novamente feito tijolos na parede. É claro que eu tenho gente à quem agradecer e, como todo mundo, também tenho gente à quem amaldiçoar. E vou fazer os dois.

Aprendi coisas. É verdade o que dizem sobre o rancôr, e é mentira o que dizem sobre o amor. Que tudo na vida é mutável (tudo mesmo, principalmente as pessoas), e principalmente, aprendi a aceitar isso. Que o coração é uma armadilha sem o cérebro, e vice-versa. Que a gente deve beber com moderação, e se divertir de coração. Que a gente deve aproveitar cada momento e bla bla. Quem nunca aprende isso todo ano? Quem bota isso em prática?

Agradeço aos que estiveram comigo, que me ligaram, que se importaram, que me chamaram pra sair, que me disseram coisas sinceras, boas ou ruins, não importa. Mas agradeço principalmente, muito mesmo, aos que sempre foram honestos comigo, em todas as horas e de todos os jeitos. Sei que foram poucos (talvez nenhum) mas realmente, vejo cada vez mais que é isso que falta em todos nós. Honestidade. Firmeza. Coragem. Sinceridade. Franqueza não, pois é algo bem diferente e venenoso, tanto para si próprio quanto para as outras pessoas. Agradeço pelos momentos ótimos que poderiam durar toda uma eternidade, mas é claro que não é bem assim. Agradeço aos beijos maravilhosos de pessoas nem tão maravilhosas assim, abraços sinceros de pessoas que nunca foram de falar muito, risadas gostosas com a maioria e trocadilhos sem graça que hoje fogem de nossas memórias. Agradeço aos meus ídolos pelas boas músicas que fizeram parte de toda uma trilha sonora desse ano, dos anos anteriores e dos que virão. E aos shows, claro. Agradeço ao Rio de Janeiro, ao mar, ao alcool, em tudo que não ande em duas pernas e não pense.

E quanto ao restante? Bom, digo que vivam. Façam o que sabem fazer de melhor, entupam o ego de champagne e me desejem um feliz ano novo. E obrigado pelas lições aprendidas, mas o retorno ainda vai vir, um dia.

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