quinta-feira, 16 de abril de 2009

Feliz Aniversário

É estranho como que mesmo depois de ter dito tudo que tinha pra te dizer, eu ainda sinto como se tivesse muito ainda não dito. Mas eu sei que isso é só um instinto. E mesmo se ainda houvesse algo a ser dito, eu não diria.

A verdade é que sim, você realmente fez a diferença pra mim, e sim, eu duvidei da sua capacidade de ser algo tão bom na minha vida. Você sabe muito bem como é isso, depois de certas coisas, a gente constrói muros pra nos proteger. Só que os meus foram caindo, a medida que os seus continuavam de pé.

Hoje é um dia especial pra você, pois você tá completando mais um ano de vida e um ano significa tempo. Tempo significa maturidade, tanto emocional quanto racional, e eu espero que você tenha amadurecido o máximo possível desde a última vez que trocamos algo sincero, para que um dia, quem sabe, a gente possa se encontrar para novamente trocar algo sincero, mesmo que seja algo ruim, mas que seja sincero.

Isso não é uma carta de redenção, pois essas palavras eu escrevi pensando mais em mim do que em você. Eu espero mesmo que um dia possamos trocar sorrisos verdadeiros e promessas singelas um pro outro, aquele tipo de promessa que você faz pra si mesmo, sem dizer uma palavra, apenas prometendo ao seu coração que você quer que aquele momento ali dure pra sempre. Já quebramos muitas promessas, já traímos a nós mesmos, e isso vale muito mais pra você do que pra mim. Não pretendo me trair de novo, como eu fiz por você, mas espero com toda a sinceridade do mundo que o futuro ainda possa ser diferente, mesmo sabendo que, por mais que você procure, talvez nunca ache alguém que te levará tão a sério quanto eu levei, e mesmo você achando que eu não te levei a sério o bastante.

E é isso. Sem mais hipocrisia, te desejo um feliz aniversário, mas não vou até você pra desejar isso, porque no fundo, quero que você se arrependa de todas as suas decisões.

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Planeta Água, Terra e tudo mais


A água que chega a dissolver alguns grãos da terra sofrida, não necessáriamente fora desonesta, disse Deus.
Ao líquido cheio de vida, mas morto, fora dado a transparência que logo se vai com uma impressão grandiosa.
A água, cobriu 70 e tantos porcento da superfície do nosso pseudplanetóide egocêntrico, que não reclamou.
A terra 70 e tantos por cento submissa gritou: ME DEIXA VER A LUZ PORRA
A água insolente não recuou, e Deus não atendeu. Faltou-lhe senso de justiça, talvez? Há muitas dúvidas quando se trata de Deus...
A terra maltratada chorou. A luz não mais a alcançou. Fora esquecida, tornou-se o fundo de algo.
A terra tentou ser forte mas tinha perdido algo importante: dignidade.
Logo, veio o homem. Foi quando a terra começou a amar a água.


O homem de tantos trejeitos, tanta moral; é a máquina da inovação do planeta!- Anunciava pelas bandas orientais.
A água descontente tinha perdido o trono, Deus coroara a raça humana, protagonistas a partir de agora. Quando criança? Tudo é muito belo, dê doce na boca deles Deus! Dê!
Hahaha, preciso contar que depois de pouco tempo, Deus se vira diante de um monstro que ele próprio criara, que ele próprio havia alimentado! O que fez tal ser unânime de tanta onisciência e onipotência? Escondeu-se.
A raça humana virara uma bomba, um buraco negro que devora, e tritura tudo por onde passa. – Alguém por aí? – Dizem os humanos. E mesmo obtendo milhões de respostas, tapa os ouvidos automaticamente, Deus não lhes dera o dom de ouvir. Aí eles destroem... – Deus quem és tu? Cadê a bíblia? Quero chocolate! Mãe vem me buscar hoje? Sexo sem camisinha não rola cara, desculpa. Porra, foi gol filho da puta. Amém. Infelizmente ele não resistiu a operação. Volta! Pode demolir! Isso é um assalto.

Bons tempos em que a terra e a água valsavam sob uma rivalidade decente.
Por Bre e Poeta Cretino

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

A dialética de um aborto nacional


Talvez eu seja racional demais ou nada auto-confiante. O que eu preciso entender é a necessidade de tudo isso, todos esses grupos, panelas, hierarquias simbólicas e grifes que ditam caráteres. Se você quer ver o mundo de uma forma mais justa ou mais limpa, precisa entender que sempre haverá alguém que não está nem aí pra isso. Esses conceitos se perderam em roupas caras, status social e vaidade pura e absoluta. Nossa bandeira já foi substituida faz algum tempo. Será que ninguém percebeu ainda? As pessoas estão se reduzindo cada vez mais em conceitos básicos e fúteis, estão virando produtos numa grande vitrine e estão sendo sujeitos à constantes processos de seleção e descarte. Preste mais atenção. Isso agrada você?

As pessoas estão ficando cada vez mais iguais e ninguém parece se incomodar com isso. A diversidade entre os indivíduos não é mais desfrutada, você ver que aquele rapaz tem idéias parecidas com as suas mas não tão parecidas assim, ou que aquela garota olha pra você de uma forma como se seus mundos ainda não estivessem sido concectados. Ninguém quer saber mais um do outro, saber mais de si mesmo. Está tudo tão monótono, olhe a sua volta. Repare nas pequenas diferenças que jamais reparou. Respeite os detalhes, veja que muitas coisas acontecem enquanto você ajeita seu cabelo, ou pensa naquela camisa que você daria tudo pra ter. Respeite a si mesmo, suas vontades, seus defeitos principalmente, e desfrute a diversidade. O mundo é mais interessante do que parece e as pessoas não são o que vestem.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Plim Plim! O véu da India é o véu da Globo

Eu fico tão abismado com o fato da Globo conseguir transformar tanto, mas tanto as coisas, que chego até achar engraçado. Ultimamente, ando ouvindo bastante gente dizendo coisas como ''nossa, como a India é bonita!'' e ''nossa, como a cultura deles é interessante!'' ou ''é tudo tão colorido!'' que quase me convenço de que o que eu vejo em Caminho das Indias é real. Eles transformaram a India num circo, uma atração de primeiro mundo, um país de cores e muito ouro.



Quem dera, né?

Mas e a realidade? Bom, a India é mais podre que o Brasil. É um antro de burocracia, um poço de pobreza, imundice, contraste social, como o Brasil mesmo, só que bem pior. Além de tudo, a India é um país carente. Um país com gente precisando de ajuda, gente morrendo, gente enriquecendo as custas dos outros. Mas o pessoal acha que lá é um país de mil maravilhas, como as que eles vêem na novela. Como de costume, a Globo pegou um cenário em estado de emergência e fez parecer que tudo é lindo e brilhante. Em Malhação, por exemplo, os jovens estudam em um colégio lindo e impecável, com dormitório, salas de computação, quadras em perfeito estado, etc, o mesmo estabelecimento que recebe gente humilde e de baixa renda por meio de bolsas e programas e outras paradas que eles inventam pra tentar algum tipo de coerência. E tipo, todos eles vivem numa harmonia sem igual. Qual é? Sem contar nas baladas e comemorações. Ornamentações magníficas, gente arrumada pro serviço qualificado e na parte do entreteinimento, música e... e... suco, wtf?! Que mundo de jovens é esse?!

Outra coisa que me irrita muito nas novelas da Globo são os núcleos de personagens: 90% deles são de classe alta e, a pior parte, são aquelas domésticas utilizando aqueles uniformes de copeira. Afinal, o que seria de uma doméstica, que é encarregada de um trabalho finíssimo e delicadíssimo, sem aquele uniforme tão refinado? Sério, é muito sem noção. Mas o mais absurdo mesmo é a maneira como eles estão tratando a India. Eu nem imagino como os indianos encarariam algo assim. Não imagino se eles sorririam hipocritamente, felizes em como a Globo esconde a triste verdade de sua pátria pros mais cegos, ou se eles ficariam aborrecidos com essa exploração cultural que tá rolando com eles. Eu, particularmente, não vejo como algo tão perfeito pode ser bonito. Não vejo a verdadeira poesia da India em tanto colorido, tanto ouro e tanta gente bonita hipotética (cá entre nós, o povo da India é feio demais). Ainda acho que, se eles resolvessem mostrar o lado mais humano e verdadeiro da India, tornaria a novela um verdadeiro sucesso, tanto em audiência quanto em reflexão.

Mas você acha mesmo que a Globo quer te fazer pensar?

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Disciplina

Tudo é o que não é
Aprender a conviver
Ousar não é respeitar
Disciplina pra não ver

Vou vaiar minha nação
Enxergar minha TV
Vou gritar de coração
Mais um hino sem razão

Porquê sou como você
Um pedaço de ideal
Ferramenta sem igual
Disciplina pra não ver

Agiu como um soldado
Fardado, perdeu a identidade
Deveres sem direitos
Disciplina por dignidade

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Almas lavadas e camisas estendidas

É engraçado ver como as pessoas querem amar sem se comprometer. Não há limites na guerra, mas há no amor. Vai entender.
É engraçado ver como as pessoas se enganam, sim, a si mesmas. Mais engraçado ainda é ver como elas culpam os outros por isso.
É engraçado ver como as pessoas buscam por respostas como se elas fossem a coisa mais importante do mundo. Elas olham pro céu e se perguntam o motivo dele ser azul, mas não prestam atenção no simples fato dele SER azul...

Porque as pessoas ignoram o que as faz bem?
Porque insistem em cair sem motivo algum?
Porque eu estou me perguntando tudo isso?

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

A última dose de 2008

E se eu começasse agradecendo à todos ou à Deus por tudo que me aconteceu?

Seria meio hipócrita, porque eu odiei muitos fatos decorrentes até aqui. Janeiro à dezembro é uma caminhada tão curta pra tantos momentos. Um percurso rotineiro. Sempre o fazemos. Sempre agradecemos à Deus no final, para depois, estarmos novamente feito tijolos na parede. É claro que eu tenho gente à quem agradecer e, como todo mundo, também tenho gente à quem amaldiçoar. E vou fazer os dois.

Aprendi coisas. É verdade o que dizem sobre o rancôr, e é mentira o que dizem sobre o amor. Que tudo na vida é mutável (tudo mesmo, principalmente as pessoas), e principalmente, aprendi a aceitar isso. Que o coração é uma armadilha sem o cérebro, e vice-versa. Que a gente deve beber com moderação, e se divertir de coração. Que a gente deve aproveitar cada momento e bla bla. Quem nunca aprende isso todo ano? Quem bota isso em prática?

Agradeço aos que estiveram comigo, que me ligaram, que se importaram, que me chamaram pra sair, que me disseram coisas sinceras, boas ou ruins, não importa. Mas agradeço principalmente, muito mesmo, aos que sempre foram honestos comigo, em todas as horas e de todos os jeitos. Sei que foram poucos (talvez nenhum) mas realmente, vejo cada vez mais que é isso que falta em todos nós. Honestidade. Firmeza. Coragem. Sinceridade. Franqueza não, pois é algo bem diferente e venenoso, tanto para si próprio quanto para as outras pessoas. Agradeço pelos momentos ótimos que poderiam durar toda uma eternidade, mas é claro que não é bem assim. Agradeço aos beijos maravilhosos de pessoas nem tão maravilhosas assim, abraços sinceros de pessoas que nunca foram de falar muito, risadas gostosas com a maioria e trocadilhos sem graça que hoje fogem de nossas memórias. Agradeço aos meus ídolos pelas boas músicas que fizeram parte de toda uma trilha sonora desse ano, dos anos anteriores e dos que virão. E aos shows, claro. Agradeço ao Rio de Janeiro, ao mar, ao alcool, em tudo que não ande em duas pernas e não pense.

E quanto ao restante? Bom, digo que vivam. Façam o que sabem fazer de melhor, entupam o ego de champagne e me desejem um feliz ano novo. E obrigado pelas lições aprendidas, mas o retorno ainda vai vir, um dia.