terça-feira, 22 de julho de 2008

Finalmente

Sério, nunca estive tão feliz por estar em casa. Eu acho que foi muita sorte ter voltado vivo, porque as tomadas no cu foram muitas. Que não seria nada do que eu imaginava, eu já sabia, mas foi e pra pior.

Bom, quarta-feira eu saí de casa no intuito de ir pro Circo Voador. Já fui com tudo pronto, pois no dia seguinte, iríamos pra São Paulo. O show abriu com Matanza, quando eu perdi meu celular. Meu celular nunca fez tanta falta quanto nessa viagem. Depois, quando o Dead Fish tava tocando, no meu último mosh eu caí com tudo no chão. Não lembro direito como foi, eu sei que eu tava lá, com a visão turva e uma dor nocauteante. Com muito esforço, consegui sair do tumulto, e sentei na praça do Circo. Graças ao Caio, que me levou até o hospital Rocha Maia e logo em seguida pro hospital Miguel Couto, eu consegui uma radiografia e um diagnóstico. Voltei pra Lapa às 9:30 da manhã, onde eu e o Puto encontraríamos o Phil pra irmos pra SP.

Eu poderia ter ficado, pois eu mal conseguia andar. Mas quem me conhece, sabe que eu viajaria assim mesmo, e assim o fiz. Em SP rolaram vários estresses. Algumas briguinhas, alguns desentendimentos, mal-entendidos, e muitas frustrações. Mas valeu .Valeu por ter conhecido muita gente que eu precisava conhecer. Valeu por ter reencontrado muita gente que eu precisava rever. Valeu por ter visto que eu não preciso de muita gente que me cerca, que eu acreditei serem cruciais. Valeu por isso tudo, de verdade. As últimas barreiras caíram, e eu aceito me sentir um lixo se isso me fizer livre. Eu aceito, e agora posso garantir que estou muito bem. E afirmar que não preciso de nada do que eu achei precisar.

À todos os amigos que riram comigo por lá. Espero numa próxima, me divertir mais com vocês. Espero que haja uma próxima.

















Away

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Essa porra deu merda!

É isso aí, meu pc não inicia. Acho que vou ter que formatar de novo. Logo agora que eu tava lonjão no Prince of Persia, aquele difição de SNES. Paciência né.

Em breve vem um novo blog aí, pra quem curte fantasia e Tormenta. Nele eu vou publicar alguns contos sobre o cenário e vai se chamar ''Crônicas de Arton''.

Semana que vem é o dia de ir pra SP. Mas antes, tem o show de aniversário da Deckdisck no Circo Voador pra me preparar pra essa viagem. Que eu não tô com muita vontade de ir pra lá não é novidade, mas devo dizer que estou mais seguro. Até lá, resta esperar, tomar umas cerva no show de quarta-feira e depois ir de encontro ao caos. Só tenho uma coisa a dizer sobre isso tudo.

Essa porra vai dar merda ;P

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Flagelo


Tá cedo. Acordei, trabalhei, falei, descansei, saí de casa. Peguei o ônibus, sonhei, peguei o metrô, saí do metrô, caminhei. Tomei um drink. Pulei os arcos da Lapa, olhei pra trás e ri. O boêmio me saudou, tomei um chopp com ele, preto como só era e muito doce. Desci a rua. Fui assaltado. Esbarrei num pivete, paguei um lanche pra ele. Fumei um cigarro, dois, trinta. Tomei um porre. Empurrei um travesti. Comi algo gorduroso, vi o sol saltar os arcos como eu fiz. Ficou de dia. Dormi. Acordei sem nada. Minha cabeça explodiu. Cocei meu corpo cheio de mato. Mijei na parede pintada de praia. Várias vezes. Vi o sol ir embora. Saí do metrô de novo. Tomei outro porre, puxei o braço da menina carioca. Beijei, apertei, passei a língua no piercing do canto da boca. Acordei sem nada de novo. Sujei a roupa mas lavei a alma.

sábado, 5 de julho de 2008

Thubiruba, O filho, o caseiro e o pote de mel





A lã teceu, reproduziu, levantou, empinou, e passou-me a rasteira!
Precisas de alguém para te acompanhar no teus sonhos! Me disse a tal abelhuda.

Mas do teu mel eu devorei, me lambusei. Me peguei todo melado nos sonhos de meus filhos, um de apenas cinco anos, eram deliciosos. Utilizei calda de caramelo para evitar a indigestão, tive insônia, disse-lhe que não poderia ser astronauta.

A insônia, incompreensiva que só eu pra lhe dizer, me respondeu!
Nem astronauta, nem poeta, e nem um augusto andarilho! Como assim?

Exatamente assim meu filho. Não seja escravo de suas idéias. Trabalhe, seja alguém na vida. Não me vês em sua idade. Casa, título, na carteira o dinheiro que se esvaía a cada refeição do leão, pensas na tua felicidade improvável e troque-a pelo correto, certo, favorável situação. O velho andarilho amigo do poeta és um fracasso.

Analisei seu corpo sem graça de topmodel, e triturei-a com meu ralador de queijo.
Refleti, por meses, anos, séculos, galáxias, ursos polares.
O Louco deixa-se devorar pela idéia. O Sábio controla-a! - gritou minha mente inconseqüente, ou nem tanto.

Tomei café com coca-cola a fim de acordar, desmaiei. Andava nas nuvens, sem a poluição corriqueira, cotidiana. Perdi um braço. Procurei na colméia das abelhas mais espertas que eu e só encontrei cocaína. Fui controlado.

Abocanhei um punhado e meio de algodão doce em que eu pisava. O zangão, banhado da farinha esbranquiçada, ligadão, se dirigiu à mim, zonzo.
"Fora Verme!"

E as idéias eram expulsas à mando dele. Todas desenfreadas ganhando espaço pra fora dos ouvidos, desciam como minhocas de barro e pano que eram, antíteses? Só o correto ganhava o espaço antes alienado por sonhos de uma vida singela e astuta, mais erótica que a de meu pai. Minha mente gritava tunada e irada!!

Cheio de líquido renal banhando a vista, transmutava-me em um Búfalo Ideal. Senti marteladas no estômago, no âmago, amei os sonhos se esvaindo. Não deveria deixar que conseguissem extrair o pólem da irrealidade. Avancei contra a sociedade legítima e trabalhadora, contra o sinal vermelho, só sentia o peso de um estômago com boas inverdades e criatividade ilimitada.

Olhei no espelho e vi sujeira no paletó. Mais um cidadão padrão, adequei-me silencioso na classe média, antítese de novo. E outro e outro, ovo no café da manhã e suco de laranja de meus amigos de antes, afogadas, as lembranças dormiam como tubarões de barriga cheia. Nunca estivemos em Kamelot. Sonhei com aquelas abelhas que zombavam de mim numa festa de quinze anos onde eu era o príncipe, nunca mais.

Limpei a gola, lento e gordo, com vontades de absorver mclanches. Nunca! Atirei as flechas de tesão no meu espelho que reverteu minha ilusão numa paranormalidade. Fui até meu vizinho, abracei-o. Mandei rosas à dona margarida. Agradeci o doutor capitalista por ter me operado. Saquei minha multi-metralhadora, e usei-a como suporte para meu sorvete de ameixas silvestres, horrível.

Cansado e saciado, dormi. Lembrei de meu pai me falando asneiras na cozinha, refleti, meu espelho se quebrou. Sorri amarelo, expulsei mosquitos de casa, meu sangue não seria mais sugado. Raspei a cabeça, pichei os muros da faculdade.

Vinte e um de julho era o dia seguinte, me dei conta. Na cozinha, de frente pro meu fardo em forma de corpo humano, meu pequeno filho chorava por saber que não seria astronauta... Antítese?
Procurei, como nunca desculpas insaciáveis, meias verdades que iam me lançando bigornas na coluna, bigornas, toneladas. A criança, a espera, a ampulheta rolando. Virara um urso, o pequeno. Destruiu todo o casebre, me lançou num penhasco sem fim, e nele só minhas malévolas atitudes porcas. Dessa vez não era figura de linguagem...



Por Anais da Loucura e Vitrines Orgânicas

Saturado

Saturei! Quer ir? Vai! Quer ficar? Fica, mas aguenta! Quer entender? Não conte comigo pra isso!
Saturei, namoral, na real. Eu não tenho medo de você nem do seu relógio. Eu tenho mais medo de mim do que de todos vocês juntos, hipócritas, vira-casacas, vão se destruir e me deixem fora disso! Me tirem desse circo, me expulsem dessa festa!! ME MATEM, ME MATEM LOGO!!
Se for aos poucos deixa que eu mesmo faço, não preciso de você pra isso. Não preciso de seus tapas na minha cara pra que eu entenda meus limites, sabe por quê? Eu os fiz, eles são meus, eles são imaginários enquanto os seus são visíveis. Brinque com os seus, me deixe com os meus. Saia de perto de mim. Não me rodeie, não me ame, me odeie, me odeie muito. Eu falo sério, minha amiga. Eu vou cair pra chorar e vou rir quando você me odiar. Eu vou me divertir, vou te partir no meu despacho de encruzilhada. Vou te foder. Vou sonhar com você.

Eu já disse que não tenho medo. Não tenho medo de apanhar por você, nem por ninguém. Não vá dizer que espera que eu pule na sua frente quando o trem vier, né? Seria idiotisse demais. Eu não tenho culpa. Eu não sinto a culpa, logo não a tenho. É simples. É muito mais simples do que você imagina, jamais imaginou e seu intelecto não permite imaginar.

Já deu minha hora.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Herói

Não se sabe ainda quem vai ser o nosso herói, que um dia voltará.
Seja ele quem for, onde ele estiver... ele não vai te salvar.
Não deixe o tempo te vencer. Você nem começou, eu sei.
O herói da história é você, se não depois quem vai fazer?
O que você acha de ver o dia acontecer sem saber se vai dormir?
Sonha com mudanças, com uma vida mais feliz... sem fazer esforço algum.

Tira a venda dos olhos ou se iluda na ficção, se o mundo esqueci em suas mãos.
Porque você sabe que aquele seu herói nunca mais vai existir.

Ei, não deixe o tempo te vencer. Você nem começou.
Eu sei que o herói da história é você, se não depois quem vai fazer?

Porque agora você sabe que o mundo te esqueceu. E não adianta mais fazer aquilo que não fez.
Não fique parado apenas vendo o dia amanhecer. E o herói que existe em você?
Quem vai fazer?


R.Sigma